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MONCORVO rodeada de chamas

MONCORVO rodeada de chamas
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  • 21 de Março de 2006, 15:12

Este método, também conhecido como “fogo prescrito”, contou com a colaboração da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
As acções visam aumentar a área rural intervencionada, de forma a fazer uma gestão mais rigorosa de todas matérias combustíveis existentes nas matas das regiões abrangidas. A ideia passa por criar zonas de tampão à propagação dos incêndios florestais.
As técnicas são levadas a cabo no âmbito de um programa de cooperação científica entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA), onde esta técnica de fogo controlado tem vindo a ser desenvolvida por especialistas na matéria.
No distrito de Bragança esta técnica está ser desenvolvida, a título experimental, nos concelhos de Torre de Moncorvo, Miranda do Douro, Vinhais e Mirandela, com o intuito de formar brigadas de sapadores florestais e bombeiros.

Barreira aos incêndios

Segundo Manuel Rainha, um dos técnicos envolvidos nestas acções, “há um grande défice no tratamento de áreas que, durante o Verão, possam vir a servir de barreira à progressão dos grandes incêndios”. Nesta matéria, acrescentou o responsável, ainda há uma grande lacuna na gestão dos espaços tampão, apesar de haver alguns investimentos na construção de caminhos rurais e pontos de água para o abastecimento dos bombeiros e meios aéreos.
“No que diz respeito à redução de matéria combustível em resultado do abandono agrícola, há necessidade de incrementar um programa de gestão de combustíveis florestais na região trasmontana, e uma dessas técnicas é o fogo controlado”, garante Manuel Rainha.

Acordo luso-americano

Este projecto experimental tem vários parceiros, como é o caso dos municípios dos concelhos envolvidos, dos Serviços Florestais e do Instituto da Conservação da Natureza. Nesta matéria também os produtores agrícolas têm um papel de destaque, ao eliminarem as matérias combustíveis das suas propriedades.
Face à importância desta técnica de fogo controlado, o Ministério da Agricultura já fez saber que especialistas americanos vão colaborar com o Estado português, dando formação a sapadores e técnicos florestais, no âmbito de um protocolo a assinar em breve.
O documento, que já está a ser preparado com os serviços florestais norte-americanos, prevê a ida de técnicos portugueses para os EUA, que depois darão formação em Portugal, acompanhados por técnicos monitores americanos.
Actualmente, já estão em Portugal cinco norte-americanos, que têm realizado acções de fogo controlado em outros pontos do país, já que em Portugal há lacunas na prevenção de incêndios florestais, consideram os especialistas estrangeiros.


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Redação