Padre da Diocese de Bragança-Miranda investigado por alegado abuso sexual de menor
A Diocese de Bragança-Miranda emitiu, na quinta-feira, um comunicado sobre Serviço Eclesial em que dava conta que se instituiu uma Comissão Diocesana para a Proteção de Menores e de Pessoas Vulneráveis (CDPMPV).
No dia seguinte, a mesma entidade anunciou que está a investigar um alegado abuso sexual por parte de um padre a um menor. Segundo a nota publicada no site, a diocese terá recebido, “há algum tempo”, uma queixa, escrita pela eventual vítima, que actualmente é maior de idade. Conforme se pode ainda ler, “imediatamente se deu início aos procedimentos previstos pela Conferência Episcopal Portuguesa e pela Santa Sé” e a suposta vítima terá sido ouvida e procedeu-se à recolha das “informações pertinentes”, sendo que “tudo foi enviado para a Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma”. Esclarece-se ainda que “a diocese está em contacto com a eventual vítima e mantém um acompanhamento próximo neste momento tão difícil”. O comunicado deixa ainda assente que à alegada vítima foi lembrada a importância de fazer queixa junto das autoridades policiais e judiciais competentes mas a diocese não tem conhecimento se já terá sido feita alguma queixa e manifestou “disposição de colaborar maximamente com as autoridades”. Segundo avançou, no domingo, o Jornal de Notícias, o pároco em causa, afastado de funções, deverá ser “convidado” a ir para o estrangeiro enquanto decorre a investigação. O diário diz ainda que, no comunicado do início deste mês, a diocese dá a entender que pretende aprofundar o caso para perceber se poderá haver mais queixosos contra um padre, pároco no concelho de Vila Flor. O comunicado esclarece que a eventual vítima manifestou o desejo de não ser identificada e, não estando apuradas responsabilidades, não é possível entrar em maior detalhe sendo que é com “preocupação” que a informação é dada e a simples possibilidade de poder ter ocorrido um abuso os deixa “apreensivos” por serem tão “devastadores” os seus efeitos e por ser uma “conduta tão contrária ao serviço do Evangelho”. A diocese termina apelando a quem tiver informações sobre este tipo de situações que se dirija ao padre José Bento, presidente da CDPMPV.
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