Costa anuncia nova estratégia transfronteiriça e incentivos aos agricultores

Em 2016 foram anunciadas 164 medidas para combater a desertificação no interior, no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Interior.

10 set. 2019, 11:06

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Face às dúvidas da população, do distrito de Bragança, o Secretário-Geral do PS, António Costa, em visita à Feira da Agricultora em Macedo de Cavaleiros, afirmou que o desenvolvimento do interior é “um processo exigente”, devido a tratar- -se de uma “desertificação de décadas”. Em Macedo, António Costa relembrou que, nesta legislatura, foi criada uma Secretaria de Estado da Valorização do Interior, sediada em Castelo Branco, e que foi aprovado um “programa integrado” para o “desenvolvimento de toda a região do interior”, do qual fazem parte “políticas de regadio”, a “reforma da floresta”, “incentivos à agricultura” e “valorização de produtos endógenos”.

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Nova estratégia para desenvolver a zona raiana

O Secretário-Geral do PS adiantou ainda que foi definida uma estratégia transfronteiriça, entre Portugal e Espanha, que será apresentada em Bruxelas, para o próximo quadro comunitário. “É um trabalho que, do ponto de vista técnico, está muito adiantado”, disse António Costa, que referiu também que a estratégia só vai ser validada quando houver uma solução governativa em Espanha. Este plano procura desenvolver as localidades que se encontram perto da fronteira, uma vez que se encontram desertificadas e menos desenvolvidas que o litoral do país. “Não há revitalização de todo este território se não houver emprego, só há emprego se houver investimento e só há investimento se houver condições para valorizar os produtos endógenos e a relação de proximidade fronteiriça com a Espanha, que é uma enorme oportunidade que temos que saber aproveitar”, afirmou.

Os incentivos ao sector agrícola

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Mais de 280 milhões de euros foram distribuídos, no distrito de Bragança, directamente aos agricultores, durante este quadro comunitário. Para além deste incentivo, existe ainda um apoio indirecto, através dos laboratórios colaborativos, um deles, centrado nas culturas de montanha e que faz parte do Instituto Politécnico de Bragança. António Costa disse estar a fazer-se um investimento “significativo”, de cerca de 40 milhões de euros, no Programa de Regadios, no distrito, estando prevista a “construção de novas barragens” e a “recuperação de perímetros de rega”. Está ainda aberto um concurso de 60 milhões de euros que, caso seja aprovado, não só vai englobar a região transmontana como toda a região norte. O financiamento vai servir para “aumentar o acesso à água”, favorecendo assim o aumento de produtividade de culturas como a do “amendoal” e da “oliveira”, que são “fundamentais” para a região.

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