Este ano lectivo, 2019/2020, apenas 24 alunos estão matriculados no 1.º ano de escolaridade, valores idênticos aos dos anos anteriores. Segundo Luís Rei, director do agrupamento de escolas de Torre de Moncorvo, o número de alunos a frequentar o 1.º ciclo deve-se ao baixo “número de nascimentos”, que leva a que o número de alunos “também não tenha tendência a subir” e, por isso, vai trazer “consequências ao nível do ensino secundário”. O agrupamento tem matriculados, até à data, 559 alunos, desde o pré-escolar até ao décimo segundo ano. Relativamente ao décimo ano, devido a ser frequentado apenas por 25 alunos, vai haver meias turmas, na área das ciências e tecnologia e na área das línguas e humanidades, pois não há “alunos sufcientes para abrir duas turmas”. Tirando alguns cursos profissionais, só estão disponíveis estas áreas no ensino secundário de Torre de Moncorvo, tendo já sido fechado o curso de Economia. Com a diminuição do número de crianças no concelho, alguns cursos podem vir a fechar e os alunos vão ter que recorrer aos agrupamentos de concelhos vizinhos. “Isto vai levar a que no futuro, mantendo-se estes valores, os nossos alunos do ensino secundário, muitos deles, como já acontece com Económico-social e com Artes, noutras áreas terão que ir para outros concelhos”, lamentou Luís Rei. Para o director, a descida do número de estudantes tem-se verifcado não só em Moncorvo, como em todos os concelhos vizinhos e em todo o interior do país, tratando-se de “um fenómeno nacional que se vem acentuando ao longo das últimas décadas”. Luís Rei defende ainda, que “nenhuma das autarquias, só por si, terá capacidade para o resolver” e, por isso, “terão que ser tomadas medidas a nível nacional para efectivamente trazer pessoas para o interior”.
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