Arrancaram obras de construção da barragem de Gebelim que vai regar 500 hectares de terreno

Ministro da Agricultura já visitou a obra da barragem, que vai beneficiar 150 agricultores em Alfândega da Fé

12 jun. 2024, 09:21

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Começaram, na semana passada, as obras de construção da Barragem de Gebelim, em Alfândega da Fé. A barragem estará concluída daqui a um ano e meio.

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O valor global do investimento é de 26 milhões de euros, sendo que é financiado na totalidade pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2020. A capacidade útil de armazenamento é de 1,2 milhões de metros cúbicos, para se regarem 500 hectares, sobretudo, de olival e amendoal, nas aldeias de Vilar Chão e Parada, abrangendo cerca de 150 regantes.

Arsénio Pereira, presidente da Associação de Regantes de Vilar Chão – Parada, não podia estar mais satisfeito com o arranque da obra e espera que com este investimento a produção duplique. “Estamos numa zona extremamente seca e se não for a água de barragem não conseguimos fazer regadio. Portanto, se tivermos água vamos ter culturas mais certas, já que agora, num ano temos cultura, no a seguir já não. O sequeiro é assim. Se tivermos água, a produção vai ser mais certa, há mais produção, melhor produto. É essa a nossa ideia, melhorar, duplicar, o rendimento dos agricultores”, vincou.

Também o presidente da câmara de Alfândega da Fé se mostrou satisfeito, até porque foram 10 anos de “luta” que, finalmente, acabaram. “Estou feliz. É um sentido de dever cumprido, pelas nossas populações e por aquilo que são as expectativas dos nossos agricultores. Formas mais de 10 anos a trabalhar para que este projecto fosse uma realidade. E, depois de muitas dificuldades, o importante agora é falar do que correu bem, da ajuda que tivemos de vários governos, ministros e secretários de Estado. Só foi possível chegar aqui porque se ultrapassaram vários obstáculos”, frisou o autarca, que disse que este empreendimento “é um bom exemplo” da entreajuda entre o poder local, central e sector privado, já que “o dono de obra deste projecto é uma junta de agricultores”.

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Na visita às obras esteve o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, que garantiu que, no próximo ano será criado um plano definido de investimentos para o regadio, a nível nacional. “Nós precisamos de armazenar a água e depois de a distribuir de forma eficiente. Não é por acaso que o Primeiro-Ministro avançou com uma estratégia onde, até ao fim do ano, os ministérios da agricultura e ambiente, vão avançar com equipas técnicas para que no próximo ano, a partir de Janeiro, se tenha um plano definido de investimentos, onde a questão do regadio e de uma rede interligada de água existirá mas existirá também água para o consumo humano e sinergias entre estes investimentos. Aliás, muitas destas estruturas feitas sobretudo para a agricultura também servem, em períodos de maior necessidade, para consumo humano”, adiantou José Manuel Fernandes.

As obras em Gebelim começaram na semana passada.

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