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	<title>Arquivo de CEE - Nordeste</title>
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	<title>Arquivo de CEE - Nordeste</title>
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		<title>Utente com paralisia cerebral alegadamente agredido em Centro de Educação Especial em Bragança</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/04/15/utente-com-paralisia-cerebral-alegadamente-agredido-em-centro-de-educacao-especial-em-braganca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carina Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 08:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[CEE]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Educação Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Casa da Misericórdia de Bragança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agressões terão ocorrido em vários momentos, mas a denúncia aponta uma situação concreta em que um trabalhador terá dado um murro no estômago de um utente com paralisia cerebral, no Centro de Educação Especial de Bragança. O caso, que remonta a março, levou o irmão e tutor da vítima a apresentar queixa-crime e levanta suspeitas de outros episódios de violência na instituição.</p>
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<p>Um utente com paralisia cerebral, do Centro de Educação Especial, em Bragança, terá sido agredido por funcionário com “murros no estômago”. O caso remonta ao passado mês de março e é denunciado pelo irmão e tutor da vítima.</p>



<p>O homem, de 46 anos, que ali está institucionalizado há mais de 30, terá sido agredido, segundo o irmão, Sérgio Martins, após o jantar.</p>



<p>“Foi agredido por um trabalhador da instituição, que está suspenso. Eu apresentei queixa-crime na polícia por essa situação”, disse contando o que aconteceu.</p>



<p>“O que me relataram foi que um trabalhador lhe tinha dado murros no estômago e que tinha caído, o meu irmão caiu nesse momento. E então foi visto pela enfermagem. A enfermeira, que chamaram na altura, já estava de saída, isso terá acontecido por volta das 20/21 horas da noite e voltou para trás e avaliou o meu irmão e avaliou que não tinha danos, nenhuma lesão física. E então caiu e ficou muito nervoso porque tinha muito medo.”</p>



<p>A comunicação do incidente à família não terá sido imediata. O irmão afirma que teve conhecimento por vias informais, no dia seguinte, sendo apenas contactado oficialmente pela instituição dias depois.</p>



<p>“A enfermeira não me disse nada. Isto foi num domingo à tarde, passou a segunda-feira, passou o terça e quarta e aí liga-me a direção a explicar o que aconteceu”, referiu acrescentando que lhe foi relatada tudo o que aconteceu, sem problemas em admitir e pedir desculpa pelo sucedido e por ser avisado, apenas, três dias depois.</p>



<p>Sérgio Martins suspeita que este não tenha sido um caso isolado.</p>



<p>“Creio que há testemunhas. Eu posso mentir pela boca dos outros, porque eu não estou lá 24 horas, mas eu penso que eu fui agredido mais vezes. A desculpa era sempre ou que foram os companheiros deles, os próprios utentes que se batem entre eles. Agora, se era entre utentes, se era de trabalhador para&nbsp; utente, não sei, mas creio que há muita coisa encoberta a nível trabalhadores.”</p>



<p>Apesar de reconhecer que “há bons trabalhadores” na instituição, o irmão da vítima apontou problemas estruturais e uma “degradação” dos cuidados ao longo do tempo.</p>



<p>“Os elevadores estão sempre avariados, já levam anos com este tema. Já são problemas de infraestruturas, mas por exemplo também tenho conhecimento de situações em que o meu irmão caiu das escadas porque não havia elevador e tentaram levá-lo, não os vigilantes nem os trabalhadores, mas os próprios utentes, os mais fortes e válidos, com a cadeira de rodas e claro, chegaram a cair, e isto foi me comunicado.”</p>



<p>Perante o sucedido, a família admite retirar o utente da instituição. Sérgio Martins diz que transmitiu à direção que quer saber tudo o que se passa com o irmão no devido tempo.</p>



<p>À Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, na semana passada, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Duarte Fernandes, negou maus tratos dentro da instituição. Disse apenas ter conhecimento de que um funcionário teria agredido com murros na barriga um utente. E esclareceu que esse mesmo funcionário está suspenso.</p>



<p>Tentamos chegar à fala com o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Bragança, Jorge Fidalgo, que aguarda autorização do Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social para responder às perguntas que lhe foram colocadas por email.</p>



<p>Foto: Arquitectura Aqui</p>
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		<title>Sindicato dos Jornalistas condena comunicado emitido pela Santa Casa da Misericórdia de Bragança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carina Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 09:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[CEE]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Educação Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Casa da Misericórdia de Bragança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindicato dos Jornalistas está desagrado com o facto de a Santa Casa da Misericórdia de Bragança ter emitido um comunicado antes da emissão de uma reportagem na RTP sobre alegadas agressões e maus-tratos no Centro de Educação Especial. Na nota, a Misericórdia repudiou as alegações que o canal iria transmitir no dia seguinte e [&#8230;]</p>
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<p>O Sindicato dos Jornalistas está desagrado com o facto de a Santa Casa da Misericórdia de Bragança ter emitido um comunicado antes da emissão de uma reportagem na RTP sobre alegadas agressões e maus-tratos no Centro de Educação Especial.</p>



<p>Na nota, a Misericórdia repudiou as alegações que o canal iria transmitir no dia seguinte e rejeitou qualquer acusação e insinuação.</p>



<p>O sindicato diz que a atitude foi uma tentativa de “condicionamento do exercício do jornalismo” e que a ética e deontologia do jornalista e da RPT foram colocadas em causa. Já o provedor da Misericórdia, Duarte Fernandes, diz que o comunicado apenas foi lançado antes da transmissão porque a reportagem já estava a ser anunciada há alguns dias. “A divulgação de que o programa ia acontecer esteve a decorrer durante a semana toda, presumo eu, e só me deu o trabalho de ver com atenção a reportagem passada, possivelmente quase dois dias. E repare que durante a reportagem aparece constantemente abusos sexuais em Bragança na Santa Casa, maus-tratos na Santa Casa da Misericórdia. É isso que vende? É essa imagem que se quer transmitir ao país que assistiu àquele programa?”, questionou.</p>



<p>O provedor lamenta que tenham sido utilizadas imagens que foram captadas para outra reportagem, há três anos, que não correspondem à realidade atual. “E a maior parte das imagens, aquelas imagens com mau aspecto, degradantes, de uma casa de banho que servia de arquivo ou de arrumação, que já não existe, as imagens que aparecem do exterior e do interior foram captadas há 3 anos, salvo erro. Mas as pessoas que viram ficaram com aquelas imagens na cabeça. Então não tenho motivo para estar triste e indignado”, apontou.</p>



<p>No comunicado da Misericórdia também é referido que a reportagem saiu “apressadamente” em véspera de apresentação das contas da instituição relativas a 2025 e numa altura em que está aberto um concurso público, no valor de um milhão e meio de euros, para a realização de obras no Centro de Educação Especial. Duarte Fernandes prefere não acreditar que esses motivos estiveram na origem do período escolhido para a transmissão. “É uma história que já tem 3 anos, não é? E retomar de forma depreciativa um assunto com 3 anos para voltar a fazer uma reportagem sobre o mesmo assunto com 3 anos e não procurar saber o que de bom ali se fez e o que se melhorou, sentimento de tristeza e de indignação, sobretudo por causa dos funcionários que ali trabalham, isto digo.”</p>



<p>O Sindicato dos Jornalistas diz que a reportagem “foi construída com base numa denúncia feita ao Ministério Público, que abriu uma investigação, bem como em documentos oficiais, nomeadamente relatórios de inspeções da Segurança Social”. Assume ainda que o jornalismo sério e rigoroso se faz com factos e não com “alegações infundadas” como a Misericórdia diz que aconteceu. Já a Santa Casa, que emitiu um novo comunicado, diz que a queixa apresentada foi arquivada, não tendo sido apurada qualquer prática que sustente as alegações. A Misericórdia refere ainda que a abordagem tomada pelo jornalista afasta-se “do rigor, da isenção e da imparcialidade” exigidos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/04/09/sindicato-dos-jornalistas-condena-comunicado-emitido-pela-santa-casa-da-misericordia-de-braganca/">Sindicato dos Jornalistas condena comunicado emitido pela Santa Casa da Misericórdia de Bragança</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
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